Você teve todas as suas chances

Nós mulheres muitas vezes desenvolvemos relacionamentos intensos. Não somente no amor, mas também nas amizades, no trabalho e em vários aspectos da vida.

Eu sou uma dessas mulheres. Sempre me dediquei totalmente a tudo. Tentei ser a melhor, fiz o máximo que eu pude. Preferi me arrepender daquilo que fiz do que do que não fiz.

Mas em vários momentos aquilo ao qual me dediquei se revelou uma grande besteira. Por muitos motivos diferentes. Perceber isso não é fácil. Primeiro vem a negação. Depois a dúvida. O medo. E a aceitação.

Em três situações especificamente essa descoberta me levou a grandes rompimentos. Daqueles que você queima tudo e não quer mais olhar para nenhuma lembrança que aquilo te traga. Pode doer, mas ao mesmo tempo liberta.

“Você teve todas as suas chances. Adeus, não volte mais, foi como tinha que ser”.

Os seres humanos tem uma estranha tendência a repetir padrões. Não basta cometer um determinado erro uma só vez, ou duas, ou três. As atitudes se repetem, em outros contextos, mas com a mesma intensidade.

Quem se entrega a tudo o que faz, e faz com amor, dificilmente aprende a viver de outra forma. É como se fossem pessoas fadadas a repetir esse ciclo. Lições são aprendidas, mas rapidamente são esquecidas, diante de uma espécie de empolgação que surge diante de novos fatos.

Cada rompimento faz surgir uma força, disposta a tentar mais uma vez, de uma nova forma: quem sabe é agora?

Somos viciados na ideia de que uma hora algo acontece. Seremos vistos, amados, reconhecidos. Teremos nossas necessidades satisfeitas, preenchidas, nos tornaremos completos.

Mas na vida nada é pleno. Somos criaturas quebradas, rachadas, imperfeitas. E mais nada.

 

 

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