Ser feliz no trabalho é importante, mas não é tudo

Vivemos em uma sociedade onde muitas vezes o trabalho é visto de forma romantizada “Escolha um trabalho que você ama e nunca terá que trabalhar um dia sequer na vida”, “Ame o que você faz”, e blá, blá, blá.

Tudo isso é bom e é importante. Mas depois de um tempo você descobre que até a aparentemente mais prazerosa profissão do mundo também traz aborrecimento. Todo trabalho é cercado por prazos apertados, ou cobranças difíceis de atender, ou atividades desinteressantes mas que fazem parte da rotina, ou até mesmo tudo isso junto de uma vez.

Ah, mas você pode estar pensando: “Isso só deve valer para profissões comuns. Um artista internacional, um grande ator ou um atleta de ponta não devem passar por isso”.

Pode apostar que passam. Só para levantar algumas possibilidades: eles podem depender de patrocínio, o que nem sempre é uma coisa certa; ou podem enfrentar uma rotina dura de shows e apresentações; ou podem ter pouco tempo para a vida pessoal, etc, etc, etc. E tudo isso só em uma passada rápida de situações na minha mente.

A verdade, por óbvia que pareça ser, é que não existe perfeição. Mas então, o que pode tornar alguém feliz no trabalho, mesmo que ele seja fonte de problemas aqui e ali (ou mais do que só “aqui e ali”)?

Eu já pensei em algumas explicações, apesar de ainda estar aprendendo sobre isso. Mas acredito que:

 

  • coloque sua energia em outras atividades além da profissão – se você coloca todo o sentido da sua vida no que você faz profissionalmente, qualquer turbulência gera um grande abalo na sua vida. Mas se você divide suas forças em várias coisas, como família, amigos, hobbies, esportes, viagens, cursos…tudo isso ajuda a aliviar o estresse da rotina, trazendo um retorno emocional que muitas vezes você não está conseguindo ter na atividade que exerce;

 

  • você não precisa amar demais, mas também não odeie – acredito sinceramente que qualquer pessoa possa ter momentos felizes independente de ter seguido a carreira que ame ou não – mas deve procurar algo que desperte pelo menos alguma empatia, algo que sinta ser capaz de fazer, e contribuindo de alguma forma;

 

  •  não guarde ódio das pessoas – essa para mim é uma das partes mais difíceis. Considerando o ser humano extremamente intenso e ridiculamente rancoroso que eu sou, tendo a guardar cada “puxada de tapete”, ou algo de gênero, na memória. E quer saber? Não vale a pena. A outra pessoa está cagando enquanto você está lá que nem idiota se remoendo;

 

  • seja verdadeiro consigo mesmo – se algo não está te fazendo bem, não minta para você mesmo. Saiba recuar, se proteger, cuidar da sua própria saúde. Não dê prioridade ao que você faz, e sim a quem você é. Se preserve!

 

  • mostre seu potencial, mas não se torne refém dele – quando estamos empolgados com o que fazemos queremos mostrar isso para o mundo, sermos reconhecidos, admirados e respeitados pela nossa capacidade. Quando isso é feito de forma construtiva costuma ser bom, mas se você vai por um caminho onde a cada capacidade que você prova é levado a querer provar mais e mais, até o limite de suas forças, algo vai errado;

 

  • e finalmente: seja teimoso! Não no estilo “topeira”, ou “burro como uma porta”. Mas como alguém que acredita em suas próprias ideias e sabe defender e lutar por elas. Não dá para abraçar o mundo. Mas escolha uma batalha principal e seja fiel a ela.

 

 

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