A vida virou escola de samba na apoteose

Parece que uma coisa puxa a outra
e embola tudo, como em novelo de lã
Às vezes rápido
Às vezes devagar
Dependendo da mão
Nem sempre acompanhamos o ritmo
Em tantas parece que ficaremos enrolados
Como fone velho que não desata
Ou perigosos e indesejáveis
Como fio desencapado
Em uma verdadeira roda viva
Ou um moinho de vento
Talvez um dança maluca
Com começo mas a impressão de não ter fim
Em um ritmo descompassado
De uma voz desafinada e rouca
A gente quer parar tudo, resolver tudo
Olhando pra todos os lados
Preservando todas as coisas e pessoas
E tentando nos salvar
Mas não dá
A vida virou escola de samba na apoteose
Cada segundo um décimo!
Com uma plateia insana
Ou uma grande redação
Dez minutos atrasado no “império” da notícia
E todo mundo já tomou a decisão…
Parece que uma coisa puxa a outra
Que puxa o band-aid
Que descobre a ferida
Que rasga a superfície
Mas por dentro o estrago é maior

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